A Presidente Dilma, numa atitude de inconsequência banal e incompetência de decisão, rejeita o projeto do Ato Médico como originalmente aprovado no Congresso, aí apresentando modificações pífias e inadequadas que atingem fatalmente a essência do funcionamento da própria profissão. A relação médico-paciente, por soberana e inviolável, tem como característica a confiança e o respeito mútuos, situação essa impedida de acontecer caso venha a ocorrer aí a imposição de um comando autoritário, assim relegando o trabalho de um médico a uma reles encenação farsesca, como se sua mera presença física e meras palavras proferidas bastassem para o alcance da cura, do bem estar e da tranquilidade emocional que um paciente necessita ao procurar o tratamento devido. Por tão complexa que se apresenta a questão, o que se espera de um bom governante é que ele venha a promover uma discussão séria, profunda e respeitosa sobre o enorme espectro desse assunto, ao invés de apresentar para isso a caricatura das soluções intempestivas e rasteiras muito mais próximas do interesse eleitoreiro do que da verdadeira intenção de prover benefícios reais à saúde de quem busca o atendimento na rede pública do país. É um escárnio para com uma classe de profissionais que já carrega consigo o peso árduo da própria dificuldade em lidar com uma gama de conflitos, mas que ainda assim tenta apresentar o melhor de si nessa tarefa muitas vezes inglória de lidar diuturnamente com as malhas do sofrimento alheio. O mínimo que se pode esperar quanto a isso é humildade na condução das discussões sobre esse assunto, e a dignidade de uma postura de respeito. Do mais simples respeito.
sábado, 13 de julho de 2013
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Aqui prefiro viver
O país que mostra uma súbita efervescência no mais das vezes pacificada, tomado pelo impulso inesperado de expressar sentimentos há muito silenciosamente contidos e sofridamente ruminados, dirigido pela idéia de cultivar um resto que seja de vestígio de esperança, de possibilidade de crença na construção de um futuro muito menos hipócrita e canalha... o país que se opõe ao cinismo da mentira, à hediondez da escravidão e que escancara uma resistência à pressão de se deixar emudecer... que não aceita tão candidamente quanto se pensara o subterfúgio dos engodos, das imposições submissas, dos planejamentos cretinos... que brada o desejo fraterno... o país que sintoniza a teimosia das alegrias e o encanto da solidariedade... que dança vida no calor do mais trágico espanto... que sabe trazer sorriso ao meio de uma triste realidade... o país que ao tirano remete flores, que ao bárbaro declama poesia e que se perpetua lutador e livre pela própria natureza humana de seu leve permanente caminhar... esse o país que me orgulha, esse o país que me encanta e que me faz considerar: não é em vão!... o meu país!
terça-feira, 18 de junho de 2013
A MARCHA DOS 100 MIL NO OUTONO DO BRASIL!
Observa-se um desnorteio por parte dos governantes com relação às atuais manifestações de rua acontecendo em vários cantos do país. E como que parecendo muito surpresos ou levados pela súbita descoberta de que seus métodos habituais de manipulação e propaganda já não têm funcionado com tanta eficácia e vigor. A Presidente Dilma reúne-se com assessores mais próximos para entender o que se passa? não! é o que vem se passando há anos!!! é o cidadão comum em sua luta diária, com orçamento apertado, utilizando transporte de má qualidade, preso em engarrafamentos quilométricos por falta de investimento em engenharia de trânsito... ( e os governantes reféns da máfia das empresas de transporte, essas doadoras de polpudas somas para campanhas )... é esse cidadão comum que se depara com o fato de que são gastos bilhões em obras inúteis, de que são desviados milhões para enriquecimento pessoal e financiamento de campanhas, ele que ouve frequentemente sobre investimentos na saúde, mas que na verdade observa apenas construção de hospitais elefantes brancos, ou compra de equipamentos caros que reverterão em gordas somas desviadas... ( para enriquecimento pessoal ou financiamento de campanhas )... crianças sem escolas...( essas sucateadas, com professores em seu pior estágio de humilhação e penúria )... é o cidadão comum que se depara a todo instante com o discurso farsante de um país fictício onde todos estão felizes e que no entanto, ao andar nas calçadas depara-se com a mulher pedinte, maltrapilha, filho no colo, sem que nenhuma autoridade impeça esse absurdo desumano e criminoso de permitir que uma criança permaneça nesse estado degradante... e aí, esse cidadão comum, já com esgar de maior indignação, pergunta-se: e o estatuto da criança e do adolescente???? e eis que ele se depara com a notícia dos milhões, bilhões gastos em obras faraônicas para transpor rios, para extinguir a seca do Nordeste ( que a cada ano reaparece da mesma maneira poderosa e fatal ), para fazer estradas ligando nada a outro nada, para perdoar dívidas por somas fabulosas emprestadas a outros países, para subsidiar obras em Cuba, para manter soldados no Haiti, para compor o caixa dois das campanhas (e isso alardeado candida e cinicamente)... e esse cidadão comum ainda observa as manobras sutis para tentar calar a imprensa, para tentar impedir a investigação e punição do marginal que está roubando dinheiro público ( em manobra de caçar o poder do MP ), ele observa a intenção dos governantes em manter a população anestesiada de ufanismo com a propaganda mentirosa aparecendo a todo instante na mídia submissa e bajuladora... Então, num crescendo, a indignação desse cidadão comum vai se transformando num grito de basta impossível de se calar, e resta-lhe a tentativa única de sair às ruas para dizer ao mundo o que se acumula há tantos anos em sua mente como crassa tristeza e sentida desesperança, ele talvez que com esse último ato de inconformismo, cultivando ainda a idéia obstinada de que nem tudo poderá estar perdido, e que ainda poderá ser possível lutar e acreditar num melhor futuro para o nosso país! Brava gente brasileira!!!
terça-feira, 14 de agosto de 2012
BARBÁRIE!
A indiana Rani Hong, conselheira especial da ONU, virou ativista pelo combate à escravidão e ao tráfico humano. Em dramático depoimento na mídia, relata que foi vendida como escrava na Índia quando ainda muito jovem, tendo sido espancada, torturada e submetida a trabalho escravo desde a idade de 7 anos. Mais tarde, seus algozes, ao considerarem que ela não mais seria produtiva, decidiram enviá-la ao Canadá para ser vendida para adoção internacional. Eis que foi então adotada por uma americana que a educou e, segundo ela mesma, devolveu-lhe o sentimento de humanidade. Hoje, aos 40 anos de idade, Rani Hong, através de seu trabalho na ONU, dedica-se à denúncia e ao combate das práticas hediondas de tráfico humano. A essa mulher, minha solidariedade e admiração, e meu engajamento incondicional nos momentos dessa sua luta.
domingo, 6 de maio de 2012
ESTAVAM ERRADOS OS PROFETAS DO CAOS!
Estavam errados os profetas do caos!
O cientista britânico James Lovelock diz que errou ao prever que bilhões morreriam por causa do aquecimento. Notícia do jornal A Folha informa que o cientista britânico admite que exagerou no catastrofismo ao constatar que o comportamento do clima da Terra desde o ano 2000 contrariou suas previsões mais pessimistas. Quer dizer, a temperatura global não revelou qualquer aumento nos últimos 12 anos!
Ora, e precisamente ao longo desses anos, discursos como o de Lovelock - guru dos ambientalistas - tem instigado os argumentos mais radicais de que qualquer desmatamento de nossas terras haverá de acelerar esse ambiente de destruição total do planeta. Cuja idéia central não se confirma nesse momento, considerando-se os resultados de estudos anunciados pelo próprio Lovelock. ¨Esqueçam o que escrevi¨, ele afirma candidamente. Portanto, os números não confirmam a idéia catastrofista de aquecimento global. E que esse argumento atual venha agora a predominar sobre as decisões da utilização de nossas terras, num movimento de aproveitamento sustentável, ao invés de simplesmente nos deixarmos levar por campanhas burocráticas ou meramente poéticas instigadas talvez por algum interesse estrangeiro sutilmente disfarçado. Que tenhamos a clareza e o determinismo de um povo esclarecido a fim de decidirmos sobre nosso próprio desenvolvimento como nação, ao invés de mantermos um comportamento de rebanho cordeiro, mero repetidor de profecias do caos sequer confirmadas, e afinal singelamente desmentidas por seu próprio autor. Pela aprovação do código florestal! NÃO VETA DILMA!
O cientista britânico James Lovelock diz que errou ao prever que bilhões morreriam por causa do aquecimento. Notícia do jornal A Folha informa que o cientista britânico admite que exagerou no catastrofismo ao constatar que o comportamento do clima da Terra desde o ano 2000 contrariou suas previsões mais pessimistas. Quer dizer, a temperatura global não revelou qualquer aumento nos últimos 12 anos!
Ora, e precisamente ao longo desses anos, discursos como o de Lovelock - guru dos ambientalistas - tem instigado os argumentos mais radicais de que qualquer desmatamento de nossas terras haverá de acelerar esse ambiente de destruição total do planeta. Cuja idéia central não se confirma nesse momento, considerando-se os resultados de estudos anunciados pelo próprio Lovelock. ¨Esqueçam o que escrevi¨, ele afirma candidamente. Portanto, os números não confirmam a idéia catastrofista de aquecimento global. E que esse argumento atual venha agora a predominar sobre as decisões da utilização de nossas terras, num movimento de aproveitamento sustentável, ao invés de simplesmente nos deixarmos levar por campanhas burocráticas ou meramente poéticas instigadas talvez por algum interesse estrangeiro sutilmente disfarçado. Que tenhamos a clareza e o determinismo de um povo esclarecido a fim de decidirmos sobre nosso próprio desenvolvimento como nação, ao invés de mantermos um comportamento de rebanho cordeiro, mero repetidor de profecias do caos sequer confirmadas, e afinal singelamente desmentidas por seu próprio autor. Pela aprovação do código florestal! NÃO VETA DILMA!
terça-feira, 1 de maio de 2012
Enquanto fritam os bolinhos
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Minha proximidade com Margarida tanto me encantava quanto o aborrecia. Mas eu me sentia singularmente satisfeita quando, descalça como ela, lavando pisos e paredes, eu me deleitava com as lendas de sua terra, com as incríveis proezas de seus antepassados, com a coragem desmedida de sua gente que ela sempre me relatava com um brilho de orgulho nos olhos e uma entonação de saudade em sua voz embargada. Durante nossas aborrecidas recepções, dava sempre um jeito de escapulir dos salões iluminados - onde só se falavam a respeito da expansão desenfreada das próprias fortunas ou sobre as últimas novidades de uma estúpida guerra - para sentar-me comodamente no chão do quarto daquela simples criatura e aconchegar-me no clima de felicidade irradiado pelo relato saudosista de sua infância.
Junto de seu povo, Margarida certamente teria sido uma rainha! Sequer as imundícies da senzala, a degradação do cativeiro ou o extermínio familiar por que passou na escravatura conseguiram fazer desaparecer de seu perfil aquele quê de espírito altivo, aquele seu traço marcante de dignidade humana (que tanto me encantavam!). Seus contos fantásticos - misto de uma imaginação audaciosa com uma rica herança verbal adquirida - relatados naquele seu peculiar linguajar rústico e primitivo evidenciavam para mim o primeiro degrau do verdadeiro estado de pureza humana, absolutamente distante de qualquer intenção maligna de explorar seu semelhante. Bem ao contrário, sua figura representava - gritantemente - uma indiscutível personificação da total subserviência e máxima opressão a que se pode submeter um indivíduo. E ainda assim ela se julgava feliz!...
Nos seus 78 anos de lealdade aos Aleixo Couto y Hernandes jamais recebeu qualquer atenção que não obedecesse a assuntos de interesse estritamente doméstico; jamais ocupou o pensamento de qualquer membro de sua família que não fosse para aceitar, aliviado, a natural dádiva de seus perfeitíssimos serviços; jamais apresentou - em sua quase centenária vida - a menor exigência de maiores direitos para si mesma ou a mais leve contestação pela discutida sorte de ter nascido unicamente para servir, com tanta docilidade, a duas gerações de uma família.
Não chegava propriamente a ser tratada como uma desvalorizada peça de museu; mas - considerada que era como mais um dos variados elementos dessa casa que foram sendo naturalmente adquiridos por herança - aceitavam-se suas demonstrações de carinho com a mesma falta de estranheza com que se recebiam - um do outro - os cobiçados imóveis, as pretensiosas insígnias ou as disputadíssimas obras de valor.
Nossa amizade não tardou a ser percebida por todos, tal fato passando a ocupar papel de destaque nas rotineiras discussões familiares, inicialmente como um constrangedor desconforto para, logo em seguida, ser colocado à margem das atenções, em função de minha já conhecida ¨excentricidade¨ responsável por ¨um comportamento atípico, doentio, de mostrar-me solta, alegre e prolixa, apenas, com um louco, uma criada e uma criança¨.
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Trecho do romance Enquanto fritam os bolinhos - Gitahy Medeiros - 1989
Minha proximidade com Margarida tanto me encantava quanto o aborrecia. Mas eu me sentia singularmente satisfeita quando, descalça como ela, lavando pisos e paredes, eu me deleitava com as lendas de sua terra, com as incríveis proezas de seus antepassados, com a coragem desmedida de sua gente que ela sempre me relatava com um brilho de orgulho nos olhos e uma entonação de saudade em sua voz embargada. Durante nossas aborrecidas recepções, dava sempre um jeito de escapulir dos salões iluminados - onde só se falavam a respeito da expansão desenfreada das próprias fortunas ou sobre as últimas novidades de uma estúpida guerra - para sentar-me comodamente no chão do quarto daquela simples criatura e aconchegar-me no clima de felicidade irradiado pelo relato saudosista de sua infância.
Junto de seu povo, Margarida certamente teria sido uma rainha! Sequer as imundícies da senzala, a degradação do cativeiro ou o extermínio familiar por que passou na escravatura conseguiram fazer desaparecer de seu perfil aquele quê de espírito altivo, aquele seu traço marcante de dignidade humana (que tanto me encantavam!). Seus contos fantásticos - misto de uma imaginação audaciosa com uma rica herança verbal adquirida - relatados naquele seu peculiar linguajar rústico e primitivo evidenciavam para mim o primeiro degrau do verdadeiro estado de pureza humana, absolutamente distante de qualquer intenção maligna de explorar seu semelhante. Bem ao contrário, sua figura representava - gritantemente - uma indiscutível personificação da total subserviência e máxima opressão a que se pode submeter um indivíduo. E ainda assim ela se julgava feliz!...
Nos seus 78 anos de lealdade aos Aleixo Couto y Hernandes jamais recebeu qualquer atenção que não obedecesse a assuntos de interesse estritamente doméstico; jamais ocupou o pensamento de qualquer membro de sua família que não fosse para aceitar, aliviado, a natural dádiva de seus perfeitíssimos serviços; jamais apresentou - em sua quase centenária vida - a menor exigência de maiores direitos para si mesma ou a mais leve contestação pela discutida sorte de ter nascido unicamente para servir, com tanta docilidade, a duas gerações de uma família.
Não chegava propriamente a ser tratada como uma desvalorizada peça de museu; mas - considerada que era como mais um dos variados elementos dessa casa que foram sendo naturalmente adquiridos por herança - aceitavam-se suas demonstrações de carinho com a mesma falta de estranheza com que se recebiam - um do outro - os cobiçados imóveis, as pretensiosas insígnias ou as disputadíssimas obras de valor.
Nossa amizade não tardou a ser percebida por todos, tal fato passando a ocupar papel de destaque nas rotineiras discussões familiares, inicialmente como um constrangedor desconforto para, logo em seguida, ser colocado à margem das atenções, em função de minha já conhecida ¨excentricidade¨ responsável por ¨um comportamento atípico, doentio, de mostrar-me solta, alegre e prolixa, apenas, com um louco, uma criada e uma criança¨.
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Trecho do romance Enquanto fritam os bolinhos - Gitahy Medeiros - 1989
NÃO VETA DILMA!!!!!!!!
Pelo reflorestamento inteligente de nossas terras, pelo desenvolvimento sustentável de nossa agricultura, pela manutenção de nossas divisas através do agronegócio, pela política de manutenção do homem no campo, contra a evasão rural responsável pelo inchaço das favelas nas grandes cidades, pela soberania das terras do país. Por tudo isso, NÃO VETA DILMA!
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