Flores, abraços, parabéns, homenagens alegres aos atributos femininos...
O governo, no entanto, em cadeia de televisão divulga discurso frio de análise farsesca da crítica situação do país, como se nada sério estivesse a acontecer, como se erros não tivessem ocorrido, fazendo da mentira cínica um método de convencimento para o sentimento de euforia inconsistente que vinha em outros tempos tomando conta de parte da população do país.
A pedir paciência a todos, incita reações indignadas na maioria dos que a ouvem, quer pela forma rasteira com que se sentem levados nesse pronunciamento oficial tão afastado da realidade mundana, quer pela percepção explícita de estarem sendo manipulados, como marionetes obedientes, pelo representante máximo do país a dizer invencionices com muita sem-cerimônia, como se estivesse a se dirigir a uma platéia alienada, isenta de capacidade de discernimento, sem saber exercer o mais rudimentar exercício da prática do lúcido julgamento.
Melhor teria sido um humilde pronunciamento de mea culpa, com um pedido de desculpas àqueles que antes acreditaram, para logo em seguida sentirem o desaparecimento do próprio chão.
Teria sido melhor denominar como o DIA INTERNACIONAL DA MENTIRA, DA TRISTEZA, DA FRUSTRAÇÃO um momento em que se derrubam o veu da credibilidade e que se permitem demonstrar patente o desrespeito canalha com que se dirigem aos cidadãos comuns do país.
Quando é o DIA INTERNACIONAL DO HOMEM?
domingo, 8 de março de 2015
terça-feira, 8 de julho de 2014
FOMOS COMER CHUCRUTE MAS ENGOLIRAM NOSSO FUBÁ
Vias desertas, silêncio nas ruas, crianças chorando, transeuntes cabisbaixos...
O que poderia expressar a mera circunstância de uma derrota em jogo, previsível ou imaginável, na verdade veio a representar o protótipo de um impacto doloroso, de uma sensação de queda vertiginosa, como que provinda de um safanão de realidade que poderia não ter acontecido para não machucar tão cruelmente o que significara, ainda que por pouco tempo, para um povo sofrido, um irreprimível desejo de felicidade.
A superioridade inequívoca do time adversário em campo que hoje enfrentamos, a ser apenas uma contingência do jogo, deixaria nos brasileiros a sensação de sermos também nós mesmos uma parte desse teor forte, dessa bela arte bailada nos estádios, dessa pujança admirável, ao invés de trazer aos nossos olhos a revelação doída do tamanho da idéia farsesca criada para inebriar nossas mentes com um ufanismo sem suporte, mas que se vinha construindo há tanto tempo, com nossa própria anuência, sedentos de crença e de sentir orgulho de nosso país, como nos temos encontrado ao longo de tantos anos.
Órfãos de um tratamento institucional respeitoso e reféns da fala cínica manipuladora, sentimo-nos por demais vulneráveis a tal sorte de destino desafortunado.
O fato é que não merecíamos o espetáculo tão pequeno que testemunhamos no arremedo de jogo que realizamos hoje contra a Alemanha, nesse momento de Copa Mundial acontecendo em nossa própria casa. O que poderia estar-se mantendo como alegria e orgulho de nação, acabou de virar emoção nocauteada.
O placar de 7 x 1 fala por si só. E sob essa batuta, uma pelada de bairro já soaria suficientemente anedótico, para permanecer apenas na denominação de cunho menos indelicado.
Nossos jogadores, quase que com a sanha dos heróis de guerra, entre perplexidade e desnorteio e tentando manter no semblante o disfarce da humilhação, faziam persistir em campo o clima da intenção anfitriã de uma esperada dignidade.
Entretanto, no seu conjunto, prevaleceu a lembrança de um futebol pífio vexaminoso, mais afeito à parolice de se irradiar poderoso do que à maneira naturalmente simples de quem conhece o verdadeiro alcance da grandiosidade.
Culpados? se permitido em algum momento apontar, não são eles os nossos jogadores guerreiros. Esses têm meu aplauso. Em verdade, indivíduos lutadores mais vítimas do que protagonistas de interesses torpes financeiros e outros que tais, meticulosamente engendrados e com objetivos não muito claros sabe-se lá até onde capazes de alcançar.
Quanto a mim, apesar de tudo, entre momentos de quase tristeza e teimosa perseverança, digo que me ufano do meu país.
Eu sou brasileira, com muito orgulho, com muito amor.
E afirmo que não desisto...
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
NOS EMBALOS DE ASTOR PIAZZOLLA
Ao cair da tarde de um domingo insidioso nublado, cenário talvez propício para momentos condizentes com ares de melancolia, vê-se numa esquina a animação de um grupo musical com sua arte na rua, jovens argentinos talentosos tocando com graça os compassos de um tango, numa vivacidade contagiante, em instante virtuose, assim presenteando a nós, os passantes, com a alegria e o conforto de uma deliciosa música. Sempre a música!
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
ELES NOS ENGANARAM!!!
Nossos ídolos há tanto cultuados pelo poder da indignação e pela coragem da rebeldia... os que não se contentavam com as amarras do autoritarismo e exigiam respeito ao direito das próprias idéias... os que cantavam poesias e gritavam por liberdades... nossos jovens ídolos que inspiravam o encanto de nossas utopias, os que formaram a vanguarda da geração sem lenço e sem documento e declamavam ¨é proibido proibir¨ agora arremessam por terra uma herança arduamente construída com tanto sangue, suor, alegrias e lágrimas ao defender censuras, ao exigir mordaças, ao proibir a expressão do livre pensar!?!... então eram falsos os seus anseios e canalhas as suas intenções!?!... eis que esses ídolos que um dia amamos apresentam-se hoje, depois de milionários e famosos, como defensores dos mesmos princípios espúrios que ferrenhamente condenavam!!!... agora apenas empresários ambiciosos que se mostram unicamente interessados em manter seguro o volume das próprias contas bancárias! estão jogando no lixo o sentimento de orgulho e respeito há muito cultivado por toda uma geração testemunha de um lado sombrio da história de nosso país. Em nome de uma pretensa privacidade?!? quem não quer ter sua vida exposta à curiosidade, que não se mostre em público, que permaneça no anonimato. É um direito garantido. Toda biografia autorizada é autobiografia! se tiver publicado o que não agradar, o recurso à aplicação da lei também é garantido. Abaixo a hediondez da censura!!! que se mantenha vivo e poderoso o direito do livre pensar e a prática elementar de sua liberdade de expressão. Sempre.
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